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A mulher moderna tem uma versatilidade que surpreende e, muitas vezes, até assusta. Atualmente, segundo dados da Unicamp, a participação da mulher no mercado de trabalho está praticamente empatada com os homens. Com o desenvolvimento tecnológico há uma geração de novas necessidades, um fluxo contínuo de produzir, vender, comprar, jogar fora e produzir de novo, que tem gerado um fluxo também contínuo no exercício dos papéis sociais desempenhados pelas mulheres. E o nosso momento íntimo, aquele dedicado somente a nós mesmas? Será que é possível encontrá-lo em meio a tantas obrigações?
Fugindo um pouco do conceito de gênero fêmea/macho para adentrar o sentido figurado da palavra mulher, segundo o dicionário Houaiss, mulher é o idealmente belo, sensível, delicado, afetivo, intuitivo, apelidada de “sexo frágil”. Com os novos papéis sociais assumidos, onde a mulher troca de posição, muitas vezes, com o marido, parece-nos que este ideal figurativo cede espaço a outros atributos, por vezes classificado como masculino.
A reflexão a que propomos não se trata, de forma alguma, de deixarmos de ocupar estes espaços que cada vez mais temos conquistado. O questionamento é de que forma podemos fazer isto mantendo as qualidades que somente a alma feminina possui. É necessário ter planejamento e fazer escolhas para que a nossa agenda não nos sufoque.
Estar no momento presente é um grande desafio. A mente tem a tendência de vaguear entre o passado e o futuro e muitas vezes deixamos de aproveitar momentos simples, mas tão cheios de significado, como estar com nossos filhos à noite, por exemplo. Falo em estar de corpo e alma, não pensando nos problemas do trabalho. Da mesma forma, que, local de trabalho não é local para discutir problemas domésticos. Por onde caminham os nossos pensamentos, será que estamos de forma integral em todas as atividades que nos propomos?
É preciso aproveitar pequenos momentos que podem ser de profunda reflexão para nós: uma boa ducha quente, uma caminhada na praia, uma sessão de massagem indiana, um momento para yoga ou meditação, ou assistir a um bom filme acompanhado de nós mesmas. É preciso encontrar espaço, em meio a tantos papéis, para aprimorar também nossas qualidades femininas de intuição, magia e doçura que a natureza gentilmente cedeu, em tom especial às mulheres!
Artigo Publicado no jornal Correio da Chapada nº 130 - Edição de Setembro/2009 - Coluna Carol Bandeira pág. 6

2 comentários:
Além de tudo, você escreve muito bem. Adorei o post.
Muito obrigada Jozé!!! Vamos marcar para nos conhecermos. Abs,Carol
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